Linguagem e poder nas distopias de Orwell e Atwood: controle e resistência

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Este trabalho investiga como a linguagem opera como instrumento de dominação e também como espaço possível de resistência nas distopias 1984, de George Orwell, e O Conto da Aia, de Margaret Atwood. O objetivo é compreender de que maneira o discurso, o corpo, os objetos e a memória são moldados pelo poder e como esses mesmos elementos podem produzir fissuras que permitem ao sujeito afirmar sua existência mesmo sob vigilância extrema. A pesquisa adota uma abordagem comparativa e interpretativa, com base na leitura das obras e na análise de recortes que evidenciam a censura, o silenciamento, o controle da escrita, a manipulação simbólica e a colonização do pensamento. A discussão se organiza em três eixos principais: a linguagem como limite do dizer e do pensar, a materialidade do poder nos espaços e nos rituais e a resistência inscrita na escrita clandestina, na voz narrada e nas reminiscências. Os resultados mostram que, embora o controle se estenda ao corpo, à fé e ao inconsciente, a dominação nunca é completa. Nas brechas deixadas surgem gestos, palavras e reminiscências que preservam a subjetividade. Assim, a linguagem, mesmo vigiada, ainda oferece caminhos para a resistência.

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31 f.

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