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    Capacidades estatais e desenvolvimento de cidades inteligentes centradas nas pessoas
    (2026-02-02) Palharini, Fernando Cristiano Goi
    Esta tese aborda o tema das capacidades estatais municipais para formulação e implementação de políticas públicas de cidade inteligente. Muitas dinâmicas da sociedade ocorrem na cidade e elas já concentram a maior parte dos habitantes do planeta, desta forma, espera-se que ela esteja a serviço dos cidadãos, colocando-os no centro das suas escolhas, promovendo qualidade de vida e um desenvolvimento sustentável. Contudo, nem sempre as administrações municipais conseguem implementar estas políticas públicas de desenvolvimento ou as fazem sob uma lógica instrumental, sem aplicar princípios de cidadania deliberativa. Neste contexto, o presente estudo focaliza nas capacidades do estado e nos princípios da democracia deliberativa para entender como se dão estas dinâmicas em cidades médias. Busca-se identificar e analisar como fatores das dimensões técnico-administrativa e político-relacional das capacidades estatais interferem na implementação de políticas públicas para desenvolvimento de cidades inteligentes centradas nas pessoas. As capacidades estatais podem ser analisadas sob duas dimensões, uma técnico-administrativa, que abrange aspectos relacionados ao funcionamento de burocracias profissionalizadas e outra político-relacional, que trata da articulação dos múltiplos atores sociais, econômicos e políticos nos processos de políticas públicas. Para fundamentar o significado de políticas públicas centradas nas pessoas, apoia-se nos pressupostos teóricos de Jürgen Habermas, em especial na Teoria da Ação Comunicativa e no conceito de Democracia Deliberativa. Para o conceito de cidade inteligente emprega-se o framework estabelecido pela proposta de Política Nacional de Cidades Inteligentes, Projeto de Lei no 976/2021. Adota-se nesta pesquisa os pressupostos da Hermenêutica de Profundidade, ela se constitui como um referencial metodológico para a realização de investigações sociais com abordagem qualitativa e interpretativa. Os instrumentos empregados no levantamento de dados foram a pesquisa bibliográfica, a pesquisa documental, o mapeamento do marco legal, a entrevista semiestruturada e a observação participante. Foram analisados os municípios de Ijuí e Lajeado, cidades de porte médio, situadas em duas regiões distintas do Rio Grande do Sul. Os resultados da pesquisa apontam para a importância do plano de cidade inteligente, o qual deve ser construído e acompanhado por meio de processos de cocriação com os cidadãos, com participação das universidades como catalisadoras de iniciativas alinhadas com a realidade socioeconômica local e atuação conjunta dos conselhos municipais de inovação e de ecossistemas de inovação estruturados. O ecossistema de inovação se apresentou como o principal ponto de convergência das três temáticas estruturantes da pesquisa: capacidades estatais, democracia deliberativa e cidades inteligentes. Os ecossistemas de inovação se mostraram como ambientes capazes de criar espaços de participação, onde predominam processos de cocriação com emprego de racionalidade comunicativa. Eles costumam agregar atores da quádrupla hélice, podendo se constituir como um arranjo institucional que promove o desenvolvimento das capacidades estatais e da autonomia inserida da burocracia. Contudo, para abordar o tema da cidade inteligente, contemplando toda sua população, é necessário avançar no aspecto da inclusão, para furar a bolha e incluir outros atores implicados que estão menos relacionados ao âmbito do empreendedorismo.
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    Efeitos do treinamento funcional e pliométrico no salto vertical
    (2026-01-05) Krause, Eliézer Cristiano
    O voleibol é um esporte coletivo com rede divisória que exige elevada demanda física, com altos níveis de esforço e intensidade, especialmente em habilidades específicas como saltos, ataque e bloqueio, cujas performances dependem da capacidade de impulsão vertical do atleta. Nesse contexto, o treinamento de força, na modalidade funcional e pliométrico, se destaca como um método capaz de proporcionar adaptações neuromusculares, o que favorece o desenvolvimento da potência e, consequentemente, a evolução da performance esportiva. Apesar das evidências positivas quanto à aplicação do treinamento pliométrico em atletas jovens, ainda existe uma lacuna de pesquisa referente à sua utilização em atletas adultos, cujas respostas fisiológicas ao treinamento são influenciadas pelas alterações decorrentes do processo natural de envelhecimento, como redução de força, potência e eficiência neuromuscular. Diante disso, este estudo teve como objetivo verificar os efeitos do treinamento funcional e pliométrico no salto vertical. Desse modo, foi aplicado um programa de treinamento de força, combinando exercícios funcionais e pliométricos, visando melhorar o desempenho do salto vertical de um atleta adulto de voleibol com 50 anos. Trata-se de um estudo de caso ($n=1$) com intervenção de quatro semanas, estruturado através de uma periodização ondulatória que alternou exercícios de mobilidade, estabilidade central, força e potência. A avaliação pré e pós-intervenção foi realizada através do aplicativo My Jump Lab, utilizando o Salto com Contramovimento (CMJ). Os resultados evidenciaram um aumento de 6% (3,2 cm) na altura do salto e um incremento expressivo de 8% na potência muscular, além de melhorias qualitativas na estabilidade de aterrissagem e controle motor. Conclui-se que a integração entre métodos funcionais e pliométricos mostrou-se segura e eficaz para promover adaptações neuromusculares agudas, indicando que a idade cronológica não representa uma barreira absoluta para o desenvolvimento da performance explosiva.
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    Incubadoras tecnológicas em instituições de ensino: o caso do Instituto Federal Farroupilha
    (2025-12-16) Almeida, Magalia Gloger dos Santos
    Essa tese teve como objetivo compreender o processo de incubação de empresas nos Núcleos de Inovação e Transferência de Tecnologia (NITs) do Instituto Federal Farroupilha (IFFar). Para alcançar esse objetivo, foi utilizada pesquisa de natureza aplicada, de abordagem qualitativa, utilizando a Hermenêutica de Profundidade de Thompson e a Teoria Crítica como base teórica. A coleta de dados incluiu um estudo bibliométrico sobre inovação e políticas públicas, análise documental de regulamentos e relatórios institucionais do IFFar, e entrevistas semiestruturadas com 22 atores-chave, sendo 18 gestores de NITs, Presidente do núcleo, coordenadores do Comitê Gestor da Incubadora do Campus (CGICs) e de Diretoria de Pesquisa, Extensão e Produção (DPEP), Pró-Reitores e Coordenadores de quatro empresários incubados. Os resultados da pesquisa revelaram que o IFFar tem desenvolvido uma robusta estrutura de apoio à inovação tecnológica, com a institucionalização gradual de NITs e incubadoras em seus campi desde 2009. Observou-se um alto grau de comprometimento dos coordenadores e colaboradores dos NITs, embora enfrentem desafios como a sobrecarga de trabalho, a escassez de profissionais com formação específica em gestão e uma estrutura organizacional que busca maior flexibilidade. As fontes de recursos são diversificadas, dependendo de editais de fomento e parcerias com órgãos como o Ministério da Educação e Cultura (MEC), do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), já que não há um orçamento exclusivo para as incubadoras. Contudo, o IFFar demonstra uma significativa inserção na sociedade local, estabelecendo parcerias estratégicas (como o Programa Inova RS e a Rede Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia-NIT Meridional) e desenvolvendo iniciativas de sucesso, como o programa Bye Bye Boss, que tem impulsionado a cultura empreendedora entre os estudantes e gerado projetos com potencial de mercado, culminando na pré-incubação e incubação de empresas. No entanto, verificou-se algumas fragilidades no que diz respeito à falta de transversalidade da inovação nos currículos com iniciativas em projetos integradores, carência na ampliação de profissionais na gestão da inovação, bem como falta de um planejamento estratégico, de avaliação da política pública e de monitoramento de resultados dessa política pública. Porém, em síntese, o IFFar se posiciona como um catalisador estratégico para o desenvolvimento regional, transformando conhecimento em soluções aplicáveis e fomentando um ecossistema de inovação dinâmico em instituições públicas multicampi.
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    Políticas públicas em regiões transfronteiriças: uma análise sobre experiências territoriais brasileiras e argentinas
    (2025-11-26) Gessi, Nedisson Luis
    O presente trabalho analisa a dinâmica de formação e gestão das políticas públicas e a participação da sociedade nesse contexto, vislumbrando a fronteira na perspectiva do desenvolvimento, cooperação e integração regional. Busca ainda, evidenciar experiências locais de políticas públicas entre o Brasil e Argentina. A região de fronteira, em especial nas cidades-gêmeas é cenário de interações econômicas, socioculturais e políticas, o que a torna o local privilegiado para a promoção de políticas públicas de desenvolvimento, cooperação e integração. Portanto, torna-se necessário fortalecer o debate sobre o processo de ordenamento territorial fronteiriço, por meio de experiências que colaboram para cooperação, transfronteiriça e a valorização das políticas públicas de desenvolvimento e integração. Dessa forma, o estudo tem como objetivo, analisar a dinâmica de formação e gestão das políticas públicas e a participação da sociedade civil nos espaços de deliberação e controle social na região transfronteiriça entre o Brasil e Argentina, tendo como objetivos específicos mapear as políticas públicas de desenvolvimento e integração, analisar suas repercussões na região transfronteiriça entre os dois países, bem como, compreender as dinâmicas e experiências participativas e de controle social, no processo de formação e gestão de políticas públicas nos municípios da região transfronteiriça entre o Brasil e Argentina. Nas regiões transfronteiriças os governos locais são levados a estabelecer suas próprias estratégias de renovação para melhoria da qualidade de vida e promoção da integração social, por meio das políticas públicas locais, regionais, provinciais ou federais. Sendo assim, justifica-se a importância desse estudo na região transfronteiriça para compreender tais estratégias, buscando analisar que instrumentos de planejamento e gestão estão sendo utilizados nos processos de formação das políticas públicas, além de contribuir no processo de reversão da dinâmica estabelecida no espaço fronteiriço, por meio do aprimoramento das eventuais e pontuais, políticas públicas existentes e ainda fornecer subsídios para melhoria dos instrumentos de planejamento e gestão de políticas públicas nas regiões transfronteiriças e que possa servir de suporte para a reformulação das políticas de desenvolvimento e integração/cooperação. Quanto a metodologia, optou-se pela Hermenêutica de Profundidade, uma abordagem interpretativa, inserida no paradigma da teoria social crítica, e por constituir-se em possibilidades de refletir eventos sociais cotidiano, em que a linguagem é vista como prática social e, portanto, condicionada ao contexto em que é produzida e, por isso, os discursos e as práticas de todos nos processos são tomados como objetos de interpretação e reinterpretação. Ao final, é possível afirmar que as políticas governamentais para as fronteiras se caracterizam por serem desarticuladas, com sérias dificuldades de continuidade e também por terem pouca participação da população no processo de formação das mesmas. No que se refere à descontinuidade, observa-se que as ações, programas, projetos e políticas direcionadas ao território fronteiriço, que ao longo do tempo vêm passando por alterações de nomes, fusões, e divisões evidenciando a desorganização e falta de articulação, o que explica a pouca eficácia de tais ações. Em suma fica evidente a necessidade da formulação de políticas públicas territoriais que atendam as especificidades dos espaços transfronteiriços.
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    Professores e tutores na educação a distância: perspectivas e desafios em uma universidade pública
    (2025-11-26) Schuster, Ivani
    A Tese analisa a Educação a Distância (EaD) em uma universidade pública do Rio Grande do Sul a partir da perspectiva de professores e tutores, compreendidos como atores centrais do processo educativo. Parte do pressuposto de que, quando organizada como política pública, a EaD pode democratizar o acesso ao ensino superior, especialmente para sujeitos que vivem distantes dos grandes centros. Para demonstrar isso, o estudo — de natureza aplicada, abordagem qualitativa e carácter descritivo-exploratório — articulou revisão bibliográfica e documental a um estudo de caso, desenvolvido com questionários online respondidos por 19 professores e 15 tutores, cujas respostas abertas foram submetidas à análise temática. O referencial teórico-metodológico afasta a ideia de EaD seja vista como mera solução técnica ou versão empobrecida do presencial e a insere em um projeto de educação nacional que requer estrutura institucional, políticas de formação e valorização, uso de plataformas síncronas e assíncronas e, sobretudo, atuação crítica dos profissionais. Nesse contexto, professores e tutores são entendidos como atores políticos e culturais: mediam conteúdos, tecnologias e metodologias, constroem comunidades de aprendizagem e precisam ler criticamente os sentidos atribuídos à modalidade. Assim, mais do que “fazer a plataforma funcionar”, trata-se de avaliar continuamente processos, intenções e resultados. Os dados evidenciam que esses profissionais exercem funções pedagógicas, metodológicas e tecnológicas, promovendo mediação ativa, acompanhamento sistemático dos estudantes e avaliação formativa e colaborativa. Destacamse como condições essenciais: formação continuada, trabalho em rede, mediação próxima e estímulo ao pertencimento e ao protagonismo discente. Contudo, emergem tensões entre o que desejam (inclusão, flexibilidade, inovação) e o que vivenciam (sobrecarga, falta de suporte, necessidade de ampliar infraestrutura). Daí a crítica central: a EaD só cumprirá sua função social — reduzir desigualdades regionais e sociais e formar cidadania crítica, participativa e inclusiva — se for acompanhada de investimento público e planejamento institucional que reconheçam a complexidade do trabalho docente e tutorial. Conclui-se que EaD deve ser tratada como modalidade autônoma e dinâmica, capaz de impulsionar práticas pedagógicas baseadas em interação, colaboração e protagonismo discente. Por isso, participantes da pesquisa propõem substituir “Educação a Distância” por “Aprendizagem em Rede”, por representá-la de forma mais coerente com a lógica conectiva, colaborativa e descentralizada da produção de conhecimentos em múltiplos tempos e espaços.