Incubadoras tecnológicas em instituições de ensino: o caso do Instituto Federal Farroupilha

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Essa tese teve como objetivo compreender o processo de incubação de empresas nos Núcleos de Inovação e Transferência de Tecnologia (NITs) do Instituto Federal Farroupilha (IFFar). Para alcançar esse objetivo, foi utilizada pesquisa de natureza aplicada, de abordagem qualitativa, utilizando a Hermenêutica de Profundidade de Thompson e a Teoria Crítica como base teórica. A coleta de dados incluiu um estudo bibliométrico sobre inovação e políticas públicas, análise documental de regulamentos e relatórios institucionais do IFFar, e entrevistas semiestruturadas com 22 atores-chave, sendo 18 gestores de NITs, Presidente do núcleo, coordenadores do Comitê Gestor da Incubadora do Campus (CGICs) e de Diretoria de Pesquisa, Extensão e Produção (DPEP), Pró-Reitores e Coordenadores de quatro empresários incubados. Os resultados da pesquisa revelaram que o IFFar tem desenvolvido uma robusta estrutura de apoio à inovação tecnológica, com a institucionalização gradual de NITs e incubadoras em seus campi desde 2009. Observou-se um alto grau de comprometimento dos coordenadores e colaboradores dos NITs, embora enfrentem desafios como a sobrecarga de trabalho, a escassez de profissionais com formação específica em gestão e uma estrutura organizacional que busca maior flexibilidade. As fontes de recursos são diversificadas, dependendo de editais de fomento e parcerias com órgãos como o Ministério da Educação e Cultura (MEC), do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), já que não há um orçamento exclusivo para as incubadoras. Contudo, o IFFar demonstra uma significativa inserção na sociedade local, estabelecendo parcerias estratégicas (como o Programa Inova RS e a Rede Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia-NIT Meridional) e desenvolvendo iniciativas de sucesso, como o programa Bye Bye Boss, que tem impulsionado a cultura empreendedora entre os estudantes e gerado projetos com potencial de mercado, culminando na pré-incubação e incubação de empresas. No entanto, verificou-se algumas fragilidades no que diz respeito à falta de transversalidade da inovação nos currículos com iniciativas em projetos integradores, carência na ampliação de profissionais na gestão da inovação, bem como falta de um planejamento estratégico, de avaliação da política pública e de monitoramento de resultados dessa política pública. Porém, em síntese, o IFFar se posiciona como um catalisador estratégico para o desenvolvimento regional, transformando conhecimento em soluções aplicáveis e fomentando um ecossistema de inovação dinâmico em instituições públicas multicampi.

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176 f.

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