Os direitos humanos e a contemporaneidade: uma análise a partir dos pensadores das (bio/necro) políticas
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Marcht, Laura Mallmann
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Resumo
A partir da análise das principais obras de Michel Foucault, Hannah Arendt,
Giorgio Agamben e Achille Mbembe, esta pesquisa teve por objetivo verificar se de
fato, a biopolítica, nos moldes agambenianos, é insuficiente para explicar as formas
contemporâneas de guerra. O método utilizado foi o dialético, uma vez que o filósofo
camaronês Achille Mbembe entende que a biopolítica, no conflito existente entre o
Estado de Israel e da Palestina, é insuficiente para expressar essas novas formas de
guerra que imbricam no uso de tecnologias de alta precisão. Nesse sentido, foi
apresentada a tese em que a biopolítica, enquanto assunção da vida pelo poder, é
condição de possibilidade para a existência da necropolítica, bem como, a antítese, na
qual se compreende que é através do terror moderno, que a necropolítica pode “mirar” –
matar – com alta precisão as vidas ditas “sacrificáveis”. A síntese possível de ser
extraída desta pesquisa é: a biopolítica e a necropolítica não são categorias cindidas,
mas justificam-se. O exercício do poder de morte só é possível se houver o exercício do
poder sobre a vida. Assim, foi possível concluir que o papel dos direitos humanos deve
ser repensado, ao mesmo passo em que devem exercer, de fato, proteção aos sujeitos
mais hipossuficientes.
Descrição
51 p.