Boal e o teatro do oprimido: o espect-ator em cena na educação popular
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Data
2011-11-30
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Resumo
Esta dissertação investiga o principal legado do autor, dramaturgo, diretor e ator Augusto
Boal, o Teatro do Oprimido (TO). As primeiras experiências do TO ocorreram no início da
década de 70, no Teatro de Arena, sob a direção de Augusto Boal. Com o exílio do teatrólogo
na Argentina, o TO aos poucos conquistou a América Latina e mais tarde, o mundo todo,
sendo hoje conhecido em mais de 70 países. O TO são experiências teatrais realizadas em
diferentes modalidades e têm como objetivo apresentar as maneiras de fazer teatro em prol da
transformação social, possibilitando a seus participantes expressar, debater, atuar, contestar
através da cena, situações de opressão em que vivem e compartilhar com a platéia a busca de
alternativas para confrontá-las. A participação da platéia se dá através da experiência do
Teatro Fórum, uma das modalidades do TO, onde ocorre à intervenção do espect-ator,
personagem principal da obra do TO. O espect-ator entra em cena, intervindo e atuando
conforme sua visão e perspectiva de mudança e transformação da situação de opressão
apresentada. Essa crítica de fazer teatro colocou o TO no centro de muitas polêmicas. O fato é
que Boal era adepto da luta por uma sociedade que oferecesse oportunidades para todos, ele
sonhava e buscava a paz, mas a sua luta era por uma paz sem passividade. Devido a sua
atuação na política, na formação crítica, na cidadania participativa, o TO e suas práticas
inspiraram movimentos sociais e a educação popular, onde tanto o autor quanto sua obra são
respeitados por seus ideais de busca de uma sociedade mais inclusiva, permitindo a
participação de todo aquele que “vive em sociedade e ajuda a transformá-la, buscando a paz,
sem ser passivo”.
Descrição
72 f.
Palavras-chave
Augusto Boal, Teatro do oprimido, Espet-ator, Educação popular