Do desamparo do sujeito à crise ética na educação: notas psicanalíticas
dc.contributor.author | Pinto, Patrícia Feiten | |
dc.date.accessioned | 2021-09-24T12:47:09Z | |
dc.date.available | 2020-02-28 | |
dc.date.available | 2021-09-24T12:47:09Z | |
dc.date.issued | 2021-09-24 | |
dc.description | 80 f. | pt_BR |
dc.description.abstract | Ainda que existam regras morais e princípios éticos que orientem a conduta humana e a sociedade contemporânea, eles não dão conta de fornecer uma resposta segura ao problema de como o sujeito deve agir. Existe uma verdade provisória e minimamente estável que pode direcionar e, consequentemente, amparar os adultos na educação dos sujeitos em formação, não os largando à própria sorte. Tal incerteza é fruto de um desamparo constitutivo do sujeito que, para continuar existindo, se vê acuado a criar pactos simbólicos com os semelhantes, formando os laços sociais. Os efeitos desse desamparo fundamental é uma desorientação por parte da família, da sociedade e da educação na acolhida das novas gerações. Diante disso, a questão que norteia estes estudos é como educar, sobretudo sem uma verdade assegurada pela tradição? Assim, o objetivo da presente pesquisa é compreender o lugar da educação na formação de sujeitos marcados pelo desamparo e pela flexibilização da verdade. Metodologicamente, estes estudos restringem-se à pesquisa bibliográfica, de natureza qualitativa, e, teoricamente, apoia-se em autores do campo da psicanálise de matriz freudolacaniana e da filosofia da educação. O primeiro capítulo reflete sobre a questão da verdade e do seu inerente enfraquecimento, convocando o sujeito a escolher os seus destinos, sob os reflexos do desamparo. O segundo capítulo discute as vertentes da crise ética e os conceitos de ética e moral, considerando que a civilização está condenada ao desamparo, cabendo àqueles que ficaram introduzirem o indivíduo humano no interior da cultura através da linguagem. O terceiro capítulo problematiza o conceito de função paterna e fraterna e os seus desdobramentos no campo educacional. Este percurso investigativo e reflexivo permitiu compreender que a sujeição e a heteronomia são as condições elementares para educar, o que implica dizer que os representantes da função paterna, os que chegaram antes, devem apresentar o interdito e os pactos morais existentes para que o humano venha a ser sujeito. Movimento que não permanece somente no interdito uma vez que a emergência do sujeito também conta com o espaço para o exercício da autonomia, logo, para os pactos fraternos horizontalizados. | pt_BR |
dc.identifier.uri | https://bibliodigital.unijui.edu.br/items/7ab48bb1-1e0a-465b-bb07-6d587def5830 | |
dc.language.iso | pt_BR | pt_BR |
dc.relation.ispartofseries | Dissertação; | |
dc.subject | Ciências Humanas. | pt_BR |
dc.subject | Desamparo. | pt_BR |
dc.subject | Educação. | pt_BR |
dc.subject | Sujeito. | pt_BR |
dc.subject | Ética. | pt_BR |
dc.title | Do desamparo do sujeito à crise ética na educação: notas psicanalíticas | pt_BR |
dc.type | Dissertação | pt_BR |
mtd2-br.advisor.instituation | Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul | pt_BR |
mtd2-br.advisor.name | Cossetin, Vânia Lisa Fischer |
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