A compreensão e a ressignificação dos professores de educação física sobre a base nacional comum curricular: possíveis desdobramentos para a prática pedagógica

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Data

2021-07-26

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Resumo

A Educação Física Escolar (EFE), até pouco tempo atrás, era considerada meramente uma atividade agregada à proposta curricular da Escola, em alguns casos oferecida de forma distinta para meninos e meninas e, via de regra, em turno inverso. No entanto, o cenário da Educação Física passou a vislumbrar uma mudança a partir de amplo movimento da área, e por ter sido contemplada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), Lei 9394/1996. Assim, o estigma de atividade sem sentido e significado para a especificidade da Escola, deu lugar ao reconhecimento de Disciplina Escolar. Neste contexto, através dos intentos da legislação e das produções teóricas da área dos anos 80 e 90, a Educação Física (EF) obteve grandes avanços, por isso, é esperado que a escola de Educação Básica consiga acompanhar tais mudanças. Para tanto, busco desenvolver meu fazer pedagógico me apropriando, estudando e entendendo os pressupostos teóricos da legislação da área de EF. Em uma perspectiva de ensino crítico, penso que a EF, como componente curricular obrigatório da educação básica, deve legitimar seu fazer pedagógico por meio de uma formação que contribua para o exercício cidadão. Desta forma, sinto-me parte integrante e responsável pela continuidade dos estudos acerca da legislação que ampara a prática de EF na Educação Básica. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi o de acompanhar a implementação de uma nova política pública (BRASIL, 2017), em seu movimento real, prático e intelectual, além de investigar e acompanhar os possíveis desdobramentos para a prática pedagógica dos professores de EF. O presente estudo, de caráter qualitativo, foi desenvolvido como pesquisa-ação. Essa metodologia proporciona uma experimentação da “vida real”; pois os sujeitos estão envolvidos nas situações que acontecem no cotidiano, nas tarefas desenvolvidas, desempenhando um papel ativo no desenrolar da pesquisa. Assim, o estudo contou com a participação voluntária de 4 professores de EF da rede municipal de ensino de Santa Rosa/RS. Os instrumentos para construção de dados foram: 1º um questionário com questões objetivas e discursivas; 2º o envio de descrições de planejamentos e avaliações através de e-mail, 3º uma entrevista com questões enviadas via grupo de whatsapp com posterior transcrição e análise. Os resultados indicam que: os planejamentos e as avaliações dos professores poderiam ser melhores organizados, alinhando suas propostas, fato esse oriundo da BNCC, que não determina uma ordem de execução dos conteúdos, nem fala como deve ser a avaliação; falta acompanhamento da coordenação pedagógica das Escolas; falta compreensão e/ou diferentes interpretações sobre a função/responsabilidade da EF como disciplina educativa; que há a hegemonia dos esportes como conteúdo da EFE, fator que diz respeito ao aspecto cultural e motivacional perante aos alunos. Nesse sentido, o maior desafio da área de EFE será desenvolver e oportunizar a seus alunos as práticas corporais de todas as temáticas de exigência da BNCC, pois já conhecem e buscam aperfeiçoamento. Para tanto, penso que com disposição para o estudo contínuo e aprofundamento daquilo que propõe a BNCC podem atingir êxito na busca de um ensino crítico e emancipador.

Descrição

156 f.

Palavras-chave

Ciências Humanas., BNCC., Educação Física Escolar., Prática Pedagógica., Formação continuada.

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