Os programas de ensino de química na educação básica na compreensão e prática de professores

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Data

2011-11-29

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Resumo

A escola como instituição social está em constante interação com a sociedade em que se insere, participando do movimento de evolução social numa perspectiva dinâmica de inovações e recriações culturais. Por outro lado, reproduz o velho, o já instituído, mantendo tradições que a caracterizam como tal, de maneira que, diante de novas expectativas sociais, resiste, mas nem tanto. Nesse contexto, considerou-se “os Programas de Ensino de Química na Educação Básica na compreensão e prática de professores”, temática desta pesquisa, um estudo relevante frente à necessidade de reorganização curricular que as novas demandas sociais exigem. O problema da pesquisa foi o de entender o que guia ou orienta os programas de ensino buscando identificar quais motivos/razões têm os professores de química na proposição e desenvolvimento dos seus programas de ensino e suas aulas. Metodologicamente, a pesquisa se configurou como um estudo de caso, de abordagem qualitativa, com produção de dados a partir de três escolas estaduais do município de Espumoso/RS, mediante entrevistas semiestruturadas com três professores de química, narrativas da supervisão ou direção das escolas, bem como análise dos Projetos Político-Pedagógicos das escolas, Planos de Estudos e Programas de Ensino de química. Os dados produzidos foram organizados por meio da metodologia da Análise Textual Discursiva e permitiram evidenciar três categorias de análise: Planejamento e Programa, Concepção de Conhecimento e Autonomia Docente. Dentre os resultados da pesquisa, pode-se afirmar que a relação entre os professores e seus programas de ensino mostrou-se relacionada à história do currículo e às concepções de Educação Básica brasileira, que se orientou fortemente na lógica propedêutica. Assim, mesmo com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN/96, seguida de parâmetros curriculares oficiais com novos princípios destinados a romper com um ensino que privilegiava uma minoria da população, não têm mudado significativamente os programas de ensino que os professores praticam nas escolas. Em tempos de reorganização curricular, uma tensão/contradição se evidencia quando o planejamento da escola, através do seu PPP, vai na direção das novas propostas e diretrizes oriundas das esferas federal e estaduais, porém a tradição de práticas que foram se institucionalizando ao longo da história do magistério e da instituição escolar permanecem arraigadas. Percebeu-se que não é nada pacífico e tranquilo o jogo de forças que se manifesta associado à autonomia docente, tanto no que se refere ao planejamento, quanto à ação, e transcende os limites de uma instituição e as condições que ali se definem e se expressam. Os dados permitem reafirmar que ser professor é estar mergulhado em condições teóricas e práticas que tendem a se definir dentro e fora da sua esfera de trabalho, por isso mesmo é um campo cheio de contradições, mas de uma especificidade própria.

Descrição

178 f.

Palavras-chave

Programas de ensino de Química, Reorganização curricular, Educação básica, Constituição da autonomia docente

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